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jacques van de beuque

Vida Profissional

Jacques Van de Beuque chega ao Rio de Janeiro de navio, em 1946, com a intenção de passar uns poucos meses. Traz algumas cartas de recomendações e logo começa a trabalhar, colorindo os projetos do paisagista Roberto Burle Marx. A partir daí, vários fatos, entre eles o casamento e a constituição de uma família, fazem com que se incorpore definitivamente à vida brasileira.

Em menos de dez anos como profissional no Brasil, antes, portanto, de completar 35 anos, Jacques Van de Beuque passou a ser frequentemente citado na mídia por seu desempenho profissional na montagem de vitrines, estandes e exposições, dando continuidade a uma atividade iniciada ainda na França. Em 1956 e 1957, ganhou o primeiro lugar no "Grande Concurso de Natal de Vitrines" na cidade do Rio de Janeiro. No ano seguinte, voltou a ser notícia (O Globo, 28/07/58), a propósito do Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional e Universal de Bruxelas.

 Jacques Van de Beuque realizou centenas de exposições – algumas pequenas, mais técnicas, outras maiores e mais complexas, requerendo um investimento maior de técnica e criatividade. Em 1968, a Folha de S. Paulo (edição de 24/11) destacava o estande do VI Salão do Automóvel por ele criado como "uma ousadia arquitetônica de extremo bom gosto, onde todos podem ficar conhecendo dados curiosos e importantes da situação atual da indústria automobilística nacional e do seu próprio carro".

 Trabalhou na montagem de feiras e eventos para a IBM – Brasil durante cerca de vinte anos. Na década de 1980 foi responsável pelos mais exuberantes estandes comerciais dessa empresa e de sua principal concorrente, a Xerox do Brasil. Executa projetos grandiosos, consagrando-se como um dos pioneiros na realização de exposições temáticas ao idealizar, em fins de 1980, uma refinada mostra sobre "Leonardo Da Vinci" e uma grande exposição intitulada "Planeta Terra", que angariou o prêmio de melhor exposição do ano, pela Associação de Críticos em Artes Plásticas da cidade de São Paulo.

 Graças a sua vida profissional, Jacques Van de Beuque garantiu a possibilidade contínua de viajar, adquirir objetos, conhecer diretamente artistas populares, pesquisar outros museus no exterior e, sobretudo, obter os recursos necessários à construção do Museu Casa do Pontal.

Angela Mascelani